Acessibilidade Hoteleira- Boas praticas que fazem a diferenca

Acessibilidade Hoteleira: Boas práticas que fazem a diferença

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O turismo é um bem social que não faz escolha de pessoas ou grupos. E é por isso que, hoje, mais do que nunca é preciso que os hotéis e pousadas estejam preparados para recepcionar todos os indivíduos, sejam eles, portadores de deficiência ou não.

No Brasil, as estatísticas de pessoas com deficiência são grandes. Segundo dado colhido do IBGE, junto ao Ministério da Saúde, em 21 de agosto de 2015 – 6,2% de toda população brasileira possui algum tipo de deficiência. Ou seja, a cada 100 pessoas, 6 possuem deficiência em algo.

Dentre os tipos de deficiência, podem se destacar:

  • Deficiência visual – atinge 3,6% dos brasileiros.
  • A deficiência intelectual – atinge 0,8% das pessoas.
  • Deficiência auditiva – atinge 1,1% da população, sendo mais comum em pessoas brancas com – 1,4%, do que em pessoas negras – com 0,9%.

Com o passar dos anos, a população também envelhece e com isso outros problemas de saúde surgem, incluindo alguma deficiência ou dificuldade de locomoção. Segundo a Organização Mundial de Saúde, em 2020 haverá 1,2 milhões de pessoas idosas, com mais de 60 anos de idade. O que representa um grande movimento econômico da terceira idade, fato que aponta um crescimento considerável de viagens por grupos de idosos.

Leia também: Sua pousada está pronta para receber hóspedes da melhor idade?

Sendo assim, isso só comprova a necessidade que os estabelecimentos de hospedagens devem possuir acessibilidade para que nenhum cidadão deixe de receber as devidas comodidades que merece.

Leis

Saiba que por lei, todo indivíduo que possui algum tipo de dificuldade locomotora ou deficiência, tem o direito ao respeito e suporte de atendimento quanto suas necessidades.

Há uma convenção e Lei sobre o assunto:

  • Convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência da ONU (julho de 2009) – Promover e proteger os direitos fundamentais e garantir condições de vida digna a todas as pessoas com deficiência.
  • Art 7º. Do Código Mundial de Ética do Turismo (em resumo diz) – Que todos os cidadãos têm o direito de conhecer e descobrir às riquezas do planeta, e também de ter acesso fácil e autônomo a todos os equipamentos turísticos e serviços do setor – mesmo independente das características ou dificuldades físicas e de mobilidade.

O que deve ser feito para melhorar a acessibilidade do seu hotel

Todos os colaboradores do hotel, devem ter treinamento adequado para atender todos os clientes que possuem dificuldades de mobilidade ou outro tipo de deficiência.

Além disso, é preciso se atentar para questões de infraestrutura, como:

Acesso ao estabelecimento

É comum encontrarmos em hotéis e pousadas fachadas fenomenais, que encantam por sua arquitetura e beleza. No entanto, mais comum ainda é perceber que na maioria dos casos, a acessibilidade foi deixada de lado, claramente esquecida no planejamento. Em boa parte dos estabelecimentos, podemos encontrar os mesmos problemas logo na entrada, como:

  • Falta de rampas de acesso;
  • Não existem plataformas elevatórias, muito menos um intercomunicador ou botão de chamada;
  • Quando as rampas existem, elas estão com inclinação irregular, sem corrimão ou então apresentam pisos escorregadios;
  • Portas estreitas, que inviabilizam o uso adequado de cadeiras de rodas;
  • Falta de profissionais treinados para lidar com público que apresenta mobilidade condicionada.

É importante lembrar de reservar vagas no estacionamento para veículos cujos donos possuem mobilidade condicionada. Não se esqueça que estas vagas precisam estar em locais estratégicos, que facilitem a locomoção do seu hóspede especial.

No check-in

O balcão de atendimento deve contar com profissionais capacitados para atender bem todos que ali chegarem. Para facilitar o acesso, o ideal é que o balcão possua uma região rebaixada para atender cadeirantes, pessoas com baixa estatura e até mesmo crianças.

Além disso, o recepcionista, ao atender um cliente com mobilidade condicionada, deverá averiguar o nível de limitações do cliente. Esses aspectos são facilmente identificados por profissionais que receberam cursos preparatórios.

No interior do seu estabelecimento

Você possui piscina, restaurante, área de lazer e de convívio? Se possui, deve adequar todos os ambientes, deixando espaços maiores para locomoção das pessoas e permitindo o acesso por qualquer pessoa em qualquer ambiente.

Outro ponto que deve ser levado em conta é o banheiro. Este costuma ser um espaço particular, por isso é preciso equipá-los com móveis que gerem mobilidade individual para portadores de mobilidade condicionada.

No check-out

No check-out, pode-se prestar ajuda ao hóspede através dos seguintes processos:

  • Recolher a bagagem do quarto;
  • Atender às orientações solicitadas pelo hóspede;
  • Auxiliar o cliente na saída do hotel e no acesso ao veículo;
  • Transportar a bagagem;
  • Cadastrar a satisfação do cliente.

Hóspedes com dificuldades visuais

Para melhor atender hóspedes com dificuldades visuais, é interessante que o hotel possua informativos, orientações e cardápios em braille.

O recepcionista pode auxiliar com uma descrição objetiva do que há nos espaços físicos, facilitando assim na locomoção do cliente nas áreas do hotel. Algumas tecnologias em áudio também podem ser utilizadas, e uma iluminação especial com contrastes também exerce boa influência para a ergonomia e autonomia do cliente.

Além disso, seria interessante oferecer produtos de apoio como: Bengalas, cães de apoio, áudio guia, além de possuir um profissional com formação médica para atendimento emergencial.

Hóspedes com deficiência auditiva

Qualquer idade pode ter pessoas com problemas auditivos, crianças, jovens ou idosos. Por esse motivo é importante que o hotel e pousada possua placas de sinalização e principalmente um profissional capacitado para desenvolver uma comunicação em língua de sinais. Melhor ainda se este possuir conhecimento em código de sinais a nível internacional.

Hóspedes com deficiência motora

Para facilitar o acesso a hóspedes com deficiência motora, o hotel e a pousada devem ter os seguintes amparos:

Degraus, rampas, elevador, largura ideal para passagem da cadeira através das portas, banheiros adaptados, cadeiras de banho, rampas amovíveis, andarilhos, assistência para subir escadas, para carregamento de bagagens, e também superfície antiderrapante para prevenção de quedas.

Cada tipo de deficiência exigirá uma providência apropriada. Portanto, ou o hotel se aprimora, ou acabará perdendo clientes para concorrentes que já se adaptaram a essa realidade.

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