Nos dias 23 e 24 de setembro, mais de 400 gestores de pousadas e hotéis independentes se inscreveram na Nova HotelarIA, a imersão online e gratuita da Hospedin sobre inteligência artificial aplicada à operação hoteleira.
Em média, mais de 70 pessoas acompanharam a transmissão ao vivo em cada dia.
Se você participou, este texto serve como registro do que foi discutido em cada painel. Se não conseguiu acompanhar ao vivo, aqui está o essencial dos dois dias, com o caminho para acessar o replay e continuar aprendendo dentro da Comunidade Hospedin.
Nos dois dias, a programação seguiu o mesmo formato: pela manhã, conteúdo com especialistas e convidados; à tarde, os Laboratórios Hospedin, dedicados a colocar em prática o que tinha sido discutido horas antes. Assim, quem participou saiu com conceito e com aplicação real, lado a lado.
Índice
Por que a Hospedin fez a Nova HotelarIA
A hotelaria independente vive um momento de transição.
Os desafios operacionais só aumentam (equipe enxuta, alta rotatividade, pressão por eficiência), enquanto uma transformação movida por inteligência artificial começa a ganhar espaço no dia a dia da gestão.
Diante desse cenário, a Hospedin decidiu propor um movimento de educação de mercado.
A imersão não nasceu para vender uma solução pronta de IA. O objetivo foi ajudar cada gestor a identificar onde a inteligência artificial pode gerar valor na própria operação e o que precisa estar organizado antes de qualquer implementação. O recado dos dois dias não foi “use IA agora”, e sim “entenda sua operação antes de usar IA”.
Por isso, a mensagem central foi direta: a IA não começa na ferramenta.
Ela começa entendendo o que precisa funcionar melhor na sua operação. Antes de qualquer aplicação prática, é preciso organizar processos, pessoas, sistemas e dados. Essa foi a lógica que guiou toda a programação.
Dia 1 (23 de setembro): preparar a operação
O primeiro dia trouxe a pergunta “como organizar processos, sistemas e dados antes de aplicar IA na pousada?”.
Ou seja, pela manhã, três painéis montaram essa base.
Às 9h15, o painel “A hotelaria está mudando: o que a IA realmente muda na gestão?”, com Danilo Carvalho da Reprotel, contextualizou o momento do mercado sem prometer soluções mágicas.
Às 10h15, o painel “Processos hoteleiros antes da IA”, com Juliana Vieira, mostrou por que a organização interna é pré-requisito para qualquer automação: processo mal desenhado, quando automatizado, só repete o mesmo erro em maior velocidade.
Às 11h15, o painel “Equipe pequena não precisa fazer tudo manualmente”, com a Cíntia de Paula que falou de pessoas, produtividade e da redistribuição do tempo operacional. Segundo a especialista, o medo de “substituir gente por máquina” costuma pesar menos, na prática, do que a pergunta sobre onde a equipe está gastando tempo com tarefas que já poderiam ser automatizadas hoje.
À tarde, começaram os Laboratórios Hospedin. O Lab #1 (13h30) e o Lab #2 (14h40) foram escolhidos pela audiência, a partir das dores votadas pelos próprios participantes durante a manhã. Em vez de palestra teórica, a equipe demonstrou ao vivo como resolver desafios reais da gestão hoteleira com inteligência artificial.
Dia 2 (24 de setembro): IA na prática
No segundo dia, o foco saiu do contexto e foi para a aplicação: “onde a IA reduz trabalho braçal e aumenta a produtividade da equipe”.
Às 9h10, o painel “Sistemas e dados: a infraestrutura da Nova HotelarIA” tratou de PMS, integração e uso inteligente de dados operacionais.
Foi aqui que o PMS Hospedin apareceu, como exemplo de base organizacional, ou seja, a infraestrutura operacional que precisa estar arrumada para que qualquer aplicação futura de IA funcione de verdade. Segundo a Luana, Gerente de Produto da Hospedin e o Jorge Muniz, sem dados centralizados e processos consistentes, qualquer automação só amplifica a bagunça que já existia.
Às 10h10, o painel “Humano, automação ou IA: quem faz o quê?” trouxe um critério prático para decidir quem deve executar cada tarefa, considerando risco, repetição e o quanto a tarefa depende de julgamento humano.
Os participantes saíram com um filtro simples para aplicar na própria rotina, em vez de uma lista genérica de “tarefas que a IA substitui”.
Às 11h10, veio um dos momentos mais aguardados: o case prático “Como começar pequeno sem transformar o hotel inteiro”, com dois clientes da Hospedin que já operam com IA no dia a dia.
Mais do que o resultado em si, o case reforçou a mensagem central da imersão: a mudança começou organizando um processo específico, não comprando uma ferramenta nova.
À tarde, o Lab #3 (13h30) e o Lab #4 (14h40) fecharam a imersão com a construção de soluções práticas de IA no dia a dia.
O encerramento deixou um convite direto: qual é o seu primeiro passo? Em vez de uma lista longa de tarefas, a proposta foi cada participante levar uma ou duas ações concretas para a operação já na semana seguinte.
Quem esteve com a gente
A Nova HotelarIA reuniu especialistas, convidados e operadores do mercado: Jorge Muniz, Williams Lopes (@osociohoteleiro), Jú Vieira e Luana Barbosa (Hospedin), Jason Bralli (Pousada Peruíbe 455), Jean de Lima (Grupo JJ Hotels), Cíntia de Paula (Gerente Geral de Operações do Grupo BZ) e Danilo Carvalho (CEO da Reprotel).
O que fica depois do evento
Mesmo com a imersão encerrada, uma parte do conteúdo continua disponível.
Além disso, a Biblioteca de Prompts, consolidada a partir dos modelos usados nos Laboratórios, passa a ser um ativo permanente da Hospedin, liberado de forma progressiva dentro da Comunidade Hospedin, e não apenas um material entregue e esquecido logo depois do evento.
Por falar nisso, vale um esclarecimento importante: a Comunidade Hospedin não é exclusiva do tema inteligência artificial nem do evento.
Pelo contrário, ela nasce com a Nova HotelarIA, mas vai receber outras pautas e ativações de gestão hoteleira ao longo do tempo. Portanto, entrar agora significa acompanhar de perto tudo o que vem a seguir, não apenas o desdobramento deste evento específico.

Seu primeiro passo, mesmo sem ter participado
Se você não esteve na Nova HotelarIA, ainda assim dá para aplicar o espírito do encerramento do Dia 2, com duas ações simples.
Primeiro, escolha uma única rotina da sua operação que hoje depende inteiramente de memória ou de “jeitinho pessoal”, como o registro de pedidos especiais de hóspedes ou o acompanhamento de manutenção.
Em seguida, pergunte se essa tarefa deveria continuar sendo feita manualmente, se poderia ser automatizada com o que você já tem hoje, ou se realmente exige julgamento humano.
Depois, dê um segundo passo, complementar ao primeiro: verifique se essa mesma rotina já está registrada em algum lugar consistente, como o PMS, ou se ela ainda existe apenas na cabeça de quem executa.
Afinal, antes de qualquer automação, é essa organização básica que determina se a IA vai ajudar de verdade ou só herdar a bagunça anterior.
Consequentemente, você já sai deste texto com duas ações práticas, mesmo sem ter assistido a um único painel.
Contudo, se quiser entender o pano de fundo conceitual antes de ir além, vale relembre o conceito em ‘Gestão inteligente: o papel da IA na hotelaria’ e em ‘Como usar IA na hotelaria: 8 aplicações práticas’, sem repetir aqui o que esses conteúdos já cobrem.
De qualquer forma, o convite permanece aberto: entre na Comunidade Hospedin para continuar essa conversa, acompanhar a Biblioteca de Prompts conforme ela for liberada e acessar o replay enquanto ele ainda está disponível.
Assim como ficou claro nos dois dias de imersão, a infraestrutura organizada da sua operação, hoje sustentada pelo PMS Hospedin, é o que vai permitir dar esse próximo passo com mais segurança, e não a ferramenta em si.