Outubro trouxe novidades importantes para quem administra hotéis e pousadas. A Reforma Tributária avançou em sua implementação, o fim da escala 6×1 trouxe novas exigências para a organização das equipes e indicadores do setor mostraram crescimento na receita da hotelaria.
Com a alta temporada se aproximando, esses acontecimentos reforçam a importância de acompanhar as mudanças do mercado e planejar os próximos meses com atenção aos custos, à operação e aos resultados da hospedagem.
Nesta edição do nosso overview, reunimos quatro notícias de outubro e mostramos o que elas podem representar para a gestão de hotéis e pousadas independentes.
Índice
Reforma Tributária avança: 86% dos documentos fiscais de empresas obrigadas já destacam a CBS
A implementação da Reforma Tributária do Consumo ganhou novos desdobramentos em outubro.
Segundo dados divulgados pela Receita Federal em 9 de outubro, 86% dos documentos fiscais emitidos por empresas obrigadas a destacar a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) já apresentavam o novo tributo.
O levantamento também mostrou que 67% dos estabelecimentos obrigados haviam incluído a CBS em todas ou em parte das notas emitidas no período analisado.
Um ponto importante é que as empresas optantes pelo Simples Nacional não estão obrigadas a destacar a CBS em 2026.
Além disso, o cronograma oficial da Receita Federal, atualizado em 16 de outubro, apresenta novas etapas de implementação dos documentos fiscais eletrônicos previstas para novembro, dezembro e janeiro de 2027.
O que isso representa para hotéis e pousadas?
Embora as obrigações variem conforme o regime tributário e as características de cada empresa, o avanço da reforma exige atenção dos gestores.
O primeiro passo é conversar com a contabilidade para entender quais regras se aplicam à hospedagem e quais adaptações serão necessárias nos processos de emissão de documentos fiscais.
Também é importante acompanhar os possíveis reflexos das mudanças sobre custos, formação de preços e margem de lucro.
Com a transição tributária em andamento, manter as informações financeiras organizadas ajuda o gestor a planejar os próximos períodos e tomar decisões com mais segurança.
Fim da escala 6×1 é oficializado e exige adaptações na hotelaria
![[Overview de notícias] Reforma tributária, escala 5×2 e os movimentos da hotelaria em outubro](https://blog.hospedin.com/wp-content/uploads/2026/10/imagem_materia.jpeg)
Uma das principais mudanças de outubro envolve a jornada de trabalho dos brasileiros.
Em 16 de outubro de 2026, o Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional nº 141, que estabelece o fim da escala 6×1 e a transição para um modelo com cinco dias de trabalho e dois dias de descanso semanal remunerado.
Segundo o Senado Federal, a mudança será implementada gradualmente.
A partir de 16 de dezembro de 2026, a jornada máxima semanal será reduzida de 44 para 42 horas, com dois dias de descanso remunerado. Em dezembro de 2027, o limite passará para 40 horas semanais, sem redução salarial.
A medida também repercutiu no setor hoteleiro.
Em reportagem publicada pela PANROTAS, representantes da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) e do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) destacaram os desafios que a mudança pode trazer para os empreendimentos.
Entre as principais preocupações estão a reorganização das equipes, a cobertura dos períodos de descanso e os possíveis impactos sobre os custos operacionais, especialmente em hotéis econômicos e pequenas pousadas.
Como hotéis e pousadas podem se preparar para a escala 5×2?
Diferentemente de outros negócios, hotéis e pousadas precisam manter suas operações durante finais de semana, feriados e períodos de alta demanda.
Isso significa que a redução da jornada exige planejamento para garantir que atividades como recepção, governança, manutenção e atendimento continuem funcionando.
Para pequenas pousadas, que muitas vezes trabalham com equipes reduzidas, essa adaptação pode representar um desafio ainda maior.
O primeiro passo é revisar as escalas atuais e avaliar como a nova jornada poderá impactar a distribuição das tarefas e os custos com pessoal.
Também é importante buscar orientação contábil e trabalhista para entender as regras aplicáveis, incluindo as possibilidades de compensação e negociação coletiva previstas na legislação.
Com a alta temporada se aproximando, antecipar esse planejamento pode ajudar a organizar a operação, distribuir melhor as atividades e manter a qualidade do atendimento durante a transição.
Eventos elevam ocupação hoteleira no Rio para mais de 77%
![[Overview de notícias] Reforma tributária, diária média e os movimentos da hotelaria em outubro](https://blog.hospedin.com/wp-content/uploads/2026/10/imagem2.webp)
Outro movimento observado no início de outubro veio do Rio de Janeiro.
De acordo com levantamento divulgado pela ABIH-RJ, a ocupação média dos hotéis da cidade chegou a 77,28% entre os dias 6 e 10 de outubro, período marcado pela realização simultânea de congressos e feiras.
Em algumas regiões, os índices foram ainda maiores. Ipanema/Leblon chegou a 85,46% de ocupação, enquanto Leme/Copacabana alcançou 81,17%.
Eventos locais também precisam entrar no planejamento da pousada
O exemplo é do Rio de Janeiro, mas o aprendizado vale para hospedagens de diferentes portes e destinos.
Feriados, festas regionais, shows, congressos, competições esportivas e outros eventos podem alterar rapidamente a procura por hospedagem em uma região.
Por isso, acompanhar o calendário local ajuda a tomar decisões com antecedência. O gestor pode observar a ocupação futura, a velocidade de entrada das reservas, a diária média praticada, a disponibilidade restante e o comportamento do mesmo período em anos anteriores.
Se a demanda começa a crescer rapidamente, esses dados ajudam a identificar oportunidades de ajuste tarifário. Se ela estiver abaixo do esperado, ainda existe tempo para trabalhar canais, pacotes ou ações de venda direta.
Com a alta temporada se aproximando, esse acompanhamento ganha ainda mais importância.
Tecnologia avança também na distribuição de viagens
A tecnologia também apareceu entre os movimentos do turismo neste início de outubro.
Segundo levantamento da HotelDo divulgado pelo Brasilturis, a empresa analisou sua operação com mais de 20 mil agências de viagens ativas na América Latina, sendo mais de 10 mil no Brasil.
Os dados mostram um mercado cada vez mais conectado a ferramentas digitais, com a tecnologia ocupando espaço nos processos de pesquisa, comparação e comercialização de produtos turísticos.
Para a hospedagem, distribuição continua sendo uma decisão estratégica
A transformação dos canais reforça a importância de entender onde o hóspede encontra e reserva uma hospedagem.
OTAs, agências, site próprio, Motor de Reservas, telefone e WhatsApp podem participar da estratégia comercial, mas cada canal possui características e custos diferentes.
O objetivo não precisa ser escolher apenas um deles, e sim encontrar uma combinação saudável entre alcance, ocupação, custo de aquisição e margem.
Nesse cenário, acompanhar a origem das reservas e manter tarifas e disponibilidade organizadas deixa de ser apenas uma tarefa operacional. Essas informações ajudam o gestor a decidir onde vale estar presente e quais canais trazem melhores resultados para o negócio.
O que essas notícias mostram para hotéis e pousadas independentes
A Reforma Tributária e a nova escala de trabalho exigem atenção aos processos internos, à organização das equipes e aos custos operacionais. Já os resultados de ocupação no Rio de Janeiro mostram como os eventos podem movimentar a demanda por hospedagens, enquanto o avanço da tecnologia reforça a importância de acompanhar os canais de venda e a origem das reservas.
Para continuar acompanhando notícias, tendências e orientações práticas para a gestão hoteleira, assine a newsletter gratuita da Hospedin e receba novos conteúdos direto no seu e-mail.